domingo, 7 de julho de 2013

JERUSALÉM DE OURO



Guardo em mim
um pouquinho de cada um:
na cor de um abrigo,
num semblante amigo,
numa pashmina colorida,
num abraço fraterno,
numa piada divertida (shiste?),
em lágrimas, sorrisos, canções,
em olhos que brilhavam,
nas intervenções inteligentes em classes,
no indescritível em palavras: Yad Vashem.
Nas ruas e montes de Jerusalém sagrada,
nas palestras na Universidade Hebraica,
no Lohamei Haguetaot,
no café e na praia, onde cantamos, em Naharia.
Nos passeios com os guias (de espanhol super compreensível,
pelo menos para mim, que em Babel compreendia todas a línguas),
nas compras no mercado árabe da Cidade Antiga,
ou nas ruas do Shuk Machanê Yehuda.
Nas refeições corridas,
nas conversas no lobby do Golda Hotel,
nas visitas à estação de ônibus,
nos dias e noites de frio em Jerusalém...
Na dor dos testemunhos que ouvimos,
nas palavras dos palestrantes que assistimos,
na cerimônia em lembrança aos que pereceram,
na desistência de dois companheiros,
que enriqueceram o seminário e nossa aprendizagem
com a contribuição de opiniões divergentes.
Na presença de nossa jovem e incansável madrichá,
e, especialmente, na pessoa de Mario Sinay,
que nos conduziu, como Moisés a guiar seu povo pelo Sinai, 
com "yad chazaká ve zroa netuiá" (com mão forte e pulso firme) rs,
do início ao fim do seminário: “Memória da Shoá e os Dilemas de sua Transmissão”,
ocorrido entre os dias 12 a 27 de janeiro de 2008,
na Escola Internacional para o Estudo do Holocausto,
no museu Yad Vashem, em Jerusalém.

Queridos e tantos novos amigos,
Pedro, Nover, Ana, Túlio, Sonia Bandrymer, Sonia Bazan, Mathy, Daniel, Juana, Teresita, Liz, Viviana, Carina, Fernando, Cecília, Gregório, Marianella, Claudia, Monica, Silvia Lerner, Silvia Valle, Jeannette, Sofia, Ricardo, Hector, Fernanda, Estrella, David, Dinorah, Elena, Eduardo, Enrique, Manuel, Juan, Adela e Guillermo.

Gostaria de escrever um versinho para cada um de vocês...
para agradecer sua companhia,
sua presença ao meu lado nesses dias tão intensos.
Mas como Pedro, o tímido, eu também
"no soy especialmente dada a manifestaciones efusivas"...
[crêem-me?]
Mas, ainda assim, gostaria de dizer
que vocês foram incríveis,
que foram dias inesquecíveis!

Enfim, foram momentos que só bons companheiros,
assim como vocês o foram, sabem partilhar.

A todos, e a cada um,
“un fuerte abrazo y un beso”
e a esperança de reencontrá-los,
quem sabe um dia em Israel 
ou no Brasil, em minha casa.


Nenhum comentário:

Postar um comentário