sábado, 28 de março de 2026

Uma canção para a paz / שיר לשלום

Dia de luminosidade especial, 

de primavera em tons de verdes e azuis,

poesia que só a natureza é capaz de criar...

Nela, busco passagem pra, 

novamente, encontrar a ponte, 

o laço que nos liga à humanidade, 

e anseio isso pra já...

Esta é uma promessa que há muito foi feita...

Em que lugar seguro descansarei a cabeça

senão em você?

Sonhei que você já estava aqui...

mas ainda te espero... 


Em meio à guerra

gerações inteiras pagam o preço,

os que vão, os que ficam...

Ruínas, desgaste infinito...

Será possível voltar a escrever poesia

sem dor?... 

Mais um poema se levanta 

atordoado...

E mais uma vez

desce a noite sobre nós...

Medo,

feridas abertas...


Um vento sopra 

na esperança de alívio, 

de cura...

E você passa ao meu lado,

mas não fica...

De novo some,

desaparece...

Fica como saudade,

como falta,

como tatuagem latente sob a pele...

Vem, volta pra casa, 

para que tudo possa brotar 

dos abrigos sob a terra... 


O que se vê na ida

não é o mesmo que se vê na volta,

nem nós somos os mesmos...

A realidade chuta o peito que não respira 

e acerta em cheio 

como um pênalti indefensável...

E eu volto a você desprotegida, 

com o coração destroçado,

ansiando descansar em seu colo...

Vem, te anseio em exaustão, 

em dúvidas, 

mas não pretendo ser

vítima dos pensamentos,

nem de ideologias nefastas,

nem pretendo cair em desesperança... 


Vem,

antes que todos se adormeçam...

vem colocar um curativo sobre nós...

Deixa nos reencontrarmos,

te amarmos novamente...

Porque enquanto uns destroem, 

outros constroem...

E quem sabe - mudados,

sejamos enfim maioria...

prontos pra recebê-la

em concertos e poesias,

e juntos tocar tudo que restou 

de humano desses dias...


Uma canção para a paz / Shir LaShalom 

Raquel Teles Yehezel 

Parque Yarkon, Tel Aviv, 28.03.2026.












sábado, 24 de janeiro de 2026

Meu coração bate pilão: Verde é maravilha

Gratidão a cada um que participou, 

do Céu e na terra,

de forma direta ou indireta, 

deste Coral da Sapaiada, 

da nossa turma da Rua Cláudio Manoel,

entre Pernambuco e Paraíba, 

em Belo Horizonte.

Àqueles da Sapaiada 

que contribuíram para o projeto

com qualquer valor, 

mesmo sem cantar;

aos que não cantaram 

e contribuíram com a força: 

vão, façam!;

àqueles que tiveram a coragem de cantar rsrs;

à Zaninha e Moniquinha, pela coordenação;

ao maestro Daniel, pela batuta;

à Ije e Marcinha, pelos lindos risos e sorrisos; 

à Dedete e à Beka, pelas lindas vozes e cabelos -

uma em crescimento, 

a outra em cachinhos prateados; 

ao grande violonista Cadinho 

que nos retornou à Raízes,

e nos fez descer um tom!;

ao Renato, Teim e Rafa, 

pelo generosidade de belos instrumentais;

ao Horácio, pela primeira guia;

ao Loxa e Ivinha, 

pelos muitos ensaios na casinha;

à Nem, que é que nem ter 

dona Maristela de novo;

às mães da Sapaiada 

que nos apoiaram;

àqueles que fizeram falta;

à Juju,

à Dedê, Zé Henrique e Raizes 

pelas belas heranças;

a tod@s as vozes flores,

parceiras neste vídeo,

ainda não citadas acima: 

Coutinho, Guixa, Bia, Xande, Renata, Telinha, Maúde, Isabel, Juliana, Guto, Rei, Silzinho;

e à tantas outras vozes 

presentes 

no coração da gente!,

a benção. 

Gratidão 

pela presença,

pelo presente 🙏💗

Viva a amizade,

viva a nossa Sapaiada!!!

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Raquel Teles Yehezel 

Israel, 23 de janeiro de 2026

Fonte: https://youtu.be/2QuRpIMCrMQ?si=NCbwRgNeqTDSeTt8

"Quando a amizade encontra a música, a distância deixa de existir.

A Sapaiada é um grupo de amigos que se mobilizou em um projeto coletivo para compartilhar música, imagens e momentos de alegria.

Mesmo separados pela geografia, em diferentes cidades, estados e até países, conseguimos unir vozes e corações num coro virtual, gravado em janeiro de 2026.

Que iniciativas como esta se multipliquem. Que a amizade vença as distâncias. E que a arte e a música sigam nos conectando. 🎵🌍

Maestro Daniel Augusto Oliveira Machado"

Gravação de "Verde é maravilha", de Ruy Maturity e José Jorge, em versão do Grupo Raízes em Brejo das Almas, de 1976, Minas Gerais.










quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Pássaro-símbolo de Israel: Duhifat

Amo a upupa, 

ou poupa, 

em hebraico, “duhifat”. 

Ave de rara beleza, 

com crista e cores marcantes, 

pássaro símbolo de Israel. 


A irrigação expandiu áreas 

de pântanos e prados, 

e a população de poupas se multiplicou, 

e se estabilizou no país – 

parte deles chega só em períodos migratórios, 

na primavera e verão.


Seu voo suave, 

a coroa de penas, 

as cores vibrantes, 

em tons de laranja, marrom 

e listras em preto e branco, 

lhe dão um ar festivo

e aparência elegante.


Mais que isso, 

é ave útil à agricultura, 

alimenta-se de vermes e pragas. 

Faz seus ninhos em lugares fechados, 

como troncos, rochas, edifícios, 

criando uma conexão 

com o ambiente humano.

Ligada à histórias biblicas

e à lendas com o Rei Salomão;

associada a histórias de sabedoria 

e maravilhas, 

é chamada de "pássaro-maravilha: 

tzipor pelaít".


Conectada à paisagem local, 

cantada em versos e prosas

desde o Rei Salomão a Shlomo Artzi,

em 2008, recebeu status oficial. 

Sua seleção se deu em processo democrático, 

crianças votaram em escolas,

cidadãos na internet, 

e escolheram:

é ela!, a duhifat, 

nosso pássaro 

símbolo nacional!


Raquel Teles Yehezel 

Parque Gamla, Israel, 18.1.2026.









sábado, 13 de dezembro de 2025

Festa Nova e o Cemitério de Carros

Como testemunha do massacre de 7 de outubro à população do sul de Israel, visitei o local do Festival Nova de música em memória dos 360 jovens pacifistas, amantes da música e da dança, vítimas inocentes que encontraram o seu fim ali, enquanto outros 40 foram sequestrados dali para Gaza, e centenas ficaram gravemente feridos, só neste local.  

A invasão do território israelense pelo Hamas, com cerca de 6 mil homens na manhã de 7 de outubro de 2023, deixou um rastro de destruição com 1.200 mortos, 4.500 feridos e 240 reféns, tudo em menos de 24 horas - em proporção, seria como dizimar 40 mil e sequestrar 5 mil norteamericanos, se a invasão fosse nos Estados Unidos. 

Entre as vítimas do Festival de música estavam os brasileiros Bruna Valeanu, Ranani Glazer, Karla Stelzer, além de dezenas de outros brasileiros que lá se encontravam, já que a festa era uma adaptação do Festival Universo Paralelo do DJ brasileiro Alok. Inclusive o pai dele, Juarez Petrillo, estava no palco quando os alarmes antibombas começaram a soar. Perdeu a vida também em Reim, Michel Nisenbaum, brasileiro guia de turismo, que morava na região, e que estava em seu carro fazendo viagens para salvar pessoas, quando foi assassinado. Seu corpo foi levado para Gaza, onde mais de uma depois foi resgatado pela IDF, enterrado em um dos túneis de Gaza com mais dois jovens israelenses que estavam na Festa Nova.

Visitar o memorial em Reim foi para mim, que acompanho tudo muito de perto e conheço histórias e nomes, um processo doloroso e catártico, mas algo que eu precisava viver e testemunhar para a posteridade. 

Próximo ao local do Festival há um cemitério dos carros destruídos naquele dia. São mais de 1.500 carros empilhados em tal nível de destruição que fica difícil reconhecer que aquilo são veículos... 

No cemitério de carros, há destaque especial para jovem Ben Shimoni, que em seu carro salvou a vida de cerca de 50 jovens. Por ser da região, Ben conhecia os caminhos, foi e voltou quatro vezes, até que teve sua vida ceifada por terroristas armados. Outros também fizeram o mesmo que Ben, como Michel Nisenbaum, segundo testemunhas sortidas por ele. 

Fica aqui o meu registro dessas pequenas histórias e da minha reverência às vítimas de 7 de outubro, àquelas que morreram inocentemente em suas casas e na Festa Nova e àquelas que morreram lutando. "Nunca mais", referência à Shoá (Holocausto), deveria ter sido realmente nunca mais...

Raquel Teles Yehezel 

1.7.2024

Em memória de Bruna Valeanu 

Em memória de Ranani Glazer

Pai e filha com paralisia cerebral mortos no Festival Nova, a adolescente adorava as festas de música 


Cemitério dos carros de 7 de outubro de 2023

O carro de Ben Shimoni, que salvou cerca de 50 pessoas até perder a própria vida





Kerem Hashalom/ Vinhedos da Paz

Fui com um grupo de brasileiros visitar o entorno de Gaza e o kibutz Kerem Hashalom (Vinhedos da Paz), localizado no ponto mais extremo ao sul de Israel, na fronteira tríplice de Israel, Gaza e Egito, a 800 metros de Rafah, um dos muitos kibutzim da região que conseguiram conter a invasão do Hamas ao centro de Israel.

O kibutz Kerem Hashalom é formado por israelenses idealistas que fundaram um microcosmo que espelha a sociedade israelense: famílias laicas e religiosas que buscam o desafio de conviver com as diferenças, com respeito, harmonia e democracia. Entre as famílias, há uma brasileira, prima do rabino Ivo Zilbermam, da Kehilat Or Israel de Raanana. O kibutz tem até a Praça Brasil, em homenagem a brasileiros que contribuiram com a plantação de árvores e de um vinhedo no Kibutz. 

Na manhã de 7 de outubro, o Kibutz, que tem 28 famílias, abrigava 50, pois era o último dia das férias de Sucot / Tabernáculos e o kibutz estava cheio de familiares e convidados se preparando para o feriado de Simchat Torah, quando, em todas as sinagogas do mundo, recomeçam o novo ciclo da leitura da Torah - em Gênesis. E quando os alarmes antimísseis soaram por toda a região, ninguém poderia imaginar o que estava por vir. 

Fomos recebidos no Kibutz completamente vazio, declarado como zona de guerra, pelo membro do kibutz Dudi Rabi, que nos contou como sobreviveram à invasão do Hamas. Segundo Dudi, os muros que fazem a fronteira com Gaza e que cercam o Kibutz por aquele lado têm 50 metros de profundidade, para evitar os túneis, e 5 metros de concreto armado acima do solo. Para além dele, há uma zona de segurança vazia (que aparece nas fotos), com duas cercas elétricas monitoradas por câmaras. Eles se sentiam seguros, com esta proteção tecnólogica e com uma equipe de segurança bem formada (kitat hakonenut). Com todas as famílias protegidas em quartos-abrigos dentro de suas próprias casas, logo que foram informados de que havia penetração de terroristas no território israelense, se armaram de prontidão. Ele era da equipe e logo teve que deixar sua esposa e seis filhos em casa, dentro do abrigo, e sair para o combate. Todos se comunicavam por grupos de whatsapp. 

Havia no muro de fronteira entre Israel e Gaza 90 pontos de vigília computadorizados, que enviam imagens para postos de segurança e que naquela manhã não funcionaram. Assim, pessoas do Hamas armados com bombas, detonaram e romperam o muro de concreto em mais de 100 pontos diferentes ao longo de toda a fronteira de 60 km, por onde entraram cerca de 6 mil homens. 

O muro que fazia fronteira com o Kibutz Kerem Hashalom foi rompido e por ali entraram dezenas de terroristas do Hamas. Na equipe de segurança do Kibutz (kitat hakonenut) havia 12 pessoas, 9 membros do Kibutz e 3 soldados do exército. Quando viram terroristas dentro do Kibutz pediram socorro à base de Reim, mas foram informados que eles também estavam sob ataque e que não poderiam mandar reforço naquele momento. Durante horas combateram dentro do kibutz, até que chegou um helicóptero que, com as coordenadas dos combatentes do Kibutz, atirou na região das placas de energia solar de onde saíram cerca de 50 terroristas ali escondidos - filmados pelo helicóptero. 

Em certo momento, receberam mensagem de que a primeira casa, a próxima ao muro, fora invadida e que tentavam arrombar a porta do abrigo antibomas, cujo pai, Amichai Schindler, segurava no braço pelo lado de dentro. Dudi e mais dois combatentes foram em direção à casa dos Shindler e ao chegarem lá Amichai Waitsman foi abatido por tiros vindos da janela da casa e, logo em seguida, Yedidiya Raziel recebeu tiros vindos do muro detonado. Dudi se aproximou e viu que o amigo estava sem pulso, então jogaram uma granada em sua direção. Enquanto isso, dentro da casa, Amihay Sindler continuava a segurar a porta na força, até que jogaram ali uma granada e ele teve os dois braços decepados. De alguma forma as forças de segurança conseguiriam adentrar e retomar o domínio da casa. Dudi então pediu socorro a um médico que estava no Kibutz. Às 12 horas chegou reforço de 30 soldados, e então conseguiram retomar o domínio do Kibutz, neutralizando os terroristas que entraram por ali. 

Apenas às 20h da noite do dia seguinte, no domingo, as famílias foram autorizadas a deixar os abrigos em direção aos ônibus que chegaram para evacuar o Kibutz Kerem Hashalom em direção ao Mar Morto. Ao se reunirem na praça central, ficaram emocionados ao verem cerca de 200 pessoas, todas vivas, sobreviventes deste ataque. O Kibutz havia perdido 2 membros, Amihay Waitsman e Yedidiya Raziel e outros dois soldados do exército. Outros que chegaram em socorro morreram lutando nas cercanias do kibutz naquele dia. Havia muitos terroristas abatidos dentro do kibutz. 

Ao deixarem o kibutz, se comoveram com o que viram: havia filas e filas de carros de cidadãos israelenses que chegavam por conta própria à região da fronteira, para, de forma voluntária, lutar contra os terroristas. Eles não estavam sozinhos, Am Israel estava lá para ajudá-los. 

Os membros do kibutz Kerem Hashalom passaram quatro meses num hotel do Mar Morto, depois foram transferidos para um kibutz na região de Mitzpeh Ramon até haver uma resolução definitiva. 

A visita ao Kibutz de fronteira e em especial à casa da família Shindler, ainda enfeitada com adornos de Rosh Hashanah, foi uma experiência muito difícil, mas essencial como testemunha destes trágicos eventos. 

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Raquel Teles Yehezel 

1.7.2024


Visita ao Entorno de Gaza (Otef Aza) foi organizada pela comunidade da sinagoga brasileira Or Israel de Raanana, liderada pelo rabino Ivo Zilberman. Marcel Berditchevsky foi o guia desta visita. Dudi Rabi foi nosso receptor no Kibutz e nos contou tudo isso que aqui relato em primeira mão. E contou muito mais, mas não caberia neste curto relato. 

Que a memória de Amihay Waitsman, de Yedidiya Raziel e todos os outros que pereceram neste ataque seja sempre luz e benção sobre toda Israel.

Jardim do kibutz Kerem Hashalom na triplece fronteira de Israel com Gaza e Egito

Visão do muro por onde entraram e 
da casa dos Schindler 

Fotos dos rompimentos do muro

Amihay Waitsman e Yedidiya Raziel e outros que chegaram em socorro morreram lutando nas cercanias do kibutz

A sinagoga do kibutz 

Lista de brasileiros que ajudaram a plantar o vinhedo da paz e novas árvores no Kibutz Kerem Hashalom 



domingo, 30 de novembro de 2025

Adeus, meu Lô

 Lá se vai nosso menino,

em noite equatorial,

na cauda da via-láctea,

num vagão de um trem azul,

deixando-nos um legado lindo,

atemporal, de poesia e liberdade...

Da terra azul, da cor do seu vestido,

ao girassol, pra sempre,

à cor do seu cabelo...

Privilégio ter cruzado a Divino com Paraíso,

caminhar por Santa Tereza,

ter curtido tanto o Clube da Esquina...

Adeus, amor de juventude...

Ficamos com a honraria de seguir com o seu legado...

Vai lá, baixe o disco do Tênis,

baixe O Trem Azul

e o Via Láctea (Equatorial)

em viagem transcendental...

Tem ali o mundo,

tem a vida inteira...

pulsando

em palavras e melodias...

Adeus, meu Lô... 💗

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Raquel Teles Yehezkel

À Salomão Lô Borges

3/11/2025



domingo, 20 de julho de 2025

O Timing Divino

Hoje me despedi das minhas plantinhas... Eram três, todas lindinhas. Uma delas, de raiz de bulbos, era forte e tinha uns dez anos, presente da ex-aluna Shuly Digmi, estava um pouco escassa, pois o vaso havia se tornado pequeno para sua beleza... A outra, tinha quatro anos, um presente da irmã do Eli Israeli, por ocasião da inauguração do Cantinho do Eli em homenagem à sua linda passagem por este mundo. A pequenina das três tinha um ano, foi pelo professor André ter começado o seu percurso com a gente no Instituto Guimarães Rosa Tel Aviv... 

Eu estava saindo de férias por um mês e não queria que elas morressem no alto verão israelense. No ano anterior, elas ficaram em condições deploráveis quando viajei e não chegaram a se recuperar totalmente. Não que não tenham sido bem-cuidadas, a Norma que trabalha comigo adora plantas, é acostumada a elas e as regou como devia. Mas talvez por sentirem a falta da "mão do dono"? 

Então, para não fazê-las sofrer, reguei-as pela manhã para aguentarem o tranco do abandono, deixei a água escorrer, ajeitei-as em uma sacola de pano bem aberta e confortável com a intenção  de atrair o próximo dono que iria recolhê-las na rua... E qual não foi a minha surpresa!!! Enquanto ajeitava a sacola no banco da Sderot Hen, bem em frente ao meu trabalho, veio caminhando em minha direção uma moça asiática muito linda, sorridente e cheia de vida... Carregava uma planta embrulhada nas mãos e me perguntou o que é isso, você está dando as plantas? Disse que estava viajando e que precisava de alguém que as quisesse levar. Posso levar?, perguntou entusiasmada umas três vezes. Claro, agora são suas!!! Ela parecia não acreditar na bênção que lhe caía do céu. Nem eu... 

Assim nos separamos, as duas, felizes da vida! Ela por agregar as minhas plantinhas recém-regadas às delas, e eu por ter encontrado o coração certo para recebê-las!!! 

São os anjos que a vida nos trazem... E o timing que só Deus saberia proporcionar!

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Raquel Teles Yehezkel 

Tel Aviv 18.7.2025