Em Israel, estamos na quarta semana de isolamento; a curva já achatou, e, à princípio, a epidemia está sob controle. Assim, pretende-se começar a liberação do isolamento, gradativamente, após a semana de Pessach (a Páscoa judaica), que termina em 18 de abril. Mas estamos longe, o mundo todo, de voltar à normalidade.
Parece que teremos de começar a pensar em novas estratégias para a vida, novas formas de manter nossas necessidades, atividades e negócios. E mudar implica em saída da zona de conforto: movimento, adaptações, inovações, agilidade, perdas e ganhos. Mudança total no tabuleiro da vida...
Marcus meu irmão me disse que essa é um previsão pessimista. Do Brasil, me gravou um áudio falando tudo o que eu havia dito acima, mas de maneira mais pragmática, como é seu modo de ser. Preocupado, disse para eu não ficar pessimista, que ele garante que a partir de julho, agosto, ainda que gradativamente, vamos voltar à normalidade.
Achei graça no "te garanto", mas quando Marcus afirma alguma coisa, eu confio nele, com segurança. Ele tem a lógica matemática dos gênios e a capacidade de ouvir dos justos. Uma receita para poucos, pois é capaz de enxergar, de ouvir e de mudar. Marcus é o caçula de casa e o presidente daquela que deve ser a maior cadeia de livrarias do Brasil. E isso diz muito dele. Quando muitos estão a caminho da recessão, ele lidera com calma, passo a passo, com segurança, sem atropelar, com simplicidade, paciência e ouvidos. De sua gerência democraticamente partilhada com seu board, entre funcionários e seus familiares, mais de duas mil pessoas dependem diretamente dessa gerência.
E ele vem acompanhando de perto nossa experiência em Israel. Pediu-me para lhe passar as medidas de contenção adotadas aqui, pois estamos à frente de muitos países, acompanha nossos números e quer saber quais serão as regras para a volta gradual à vida econômica do país
Marcus, meu irmão, me disse para eu não ficar triste, que minha previsão é pessimista. Que ele me garante que do fim de julho em diante o mundo estará voltando, aos poucos, à normalidade. Ainda que um pouco diferente... E eu confio no Marcus.
Israel, Pessach 2020
Tel Aviv, foto ilustrativa

Pois é Raquel! Na sua casa todos são fortes... Cada um do seu jeito. Ė a família grande. Os americanos chamam de família estendita.Esta família atual chamam de nuclear. O individualismo fica latente demais e as soluções muito idealistas. É como a polarização política que vemos hoje no mundo.A tendência estendida volta ao convívio mais coletivo como nossos pais ainda experimentaram e perca da extratificação explícita e preconceito.
ResponderExcluir🌷 Obrigada, José!
ExcluirSorte tua Raquel, ter um irmão com tanta inteligência e sensibilidade!
ResponderExcluirFique respeitando a regras e sugira á todos fazer o mesmo para evitar ou conter o contagio Covid19, e em breve sairemos fora na "nova era"
Fique serena
Obrigada, querida Annalysa. Possa a querida Itália se recuperar momento tão difícil. Nossos corações estão com vocês.
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