Hanucá lembra a resistência e a vitória dos judeus contra o poderoso rei Antíoco, rei dos selêucidas, braço do antigo império grego, que impôs a helenização da região da Judeia e profanou o Grande Templo de Jerusalém, por volta de 200 a.c. Até que a família do velho Matitiahu (Matias), os Hashmonaim, que viviam na região que hoje é a cidade de Modi'in, se opuseram ao rei, liderados pelo filho mais novo de Matitiahu, Yudah haMaccabi (Judá, o Macabeu / o Martelo); movimento que ficou conhecido como a Revolta dos Macabeus, que culminou com a retomada de Jerusalém e com a purificação do Templo, o qual levou 8 dias para ser limpo e purificado. Daí surgiram as simbologias de Hanucá: de um pequeno pote de óleo puro encontrado no Templo, que resistiu iluminando até que fosse produzido, em 8 dias, novo óleo puro capaz de reiluminá-lo completamente. Ou de como o espírito resistente e a força de uma única família, os Hashmonaim, contagiaram todo o povo de Israel, que lutou contra o poderoso Antíoco e o venceu no ano de 164 a.c.
Em analogia, as pequenas velas acesas a cada dia de Hanucá, de uma até 8, em uma hanukiá - que é colocada próxima à janela ou à porta para que possa ser vista pelo passante comum - contagiam também, lembrando às pessoas que a luz de uma se propaga à outra, fazendo com que uma pequena luz se expanda até expulsar por completo a escuridão. Portanto, Hanucá é o símbolo da força da cultura judaica, que, ainda que pequena no mundo, ilumina a tantos, lançando luz sobre as trevas e se mantendo no tempo, de geração em geração, por milênios.


Obrigada Raquel, por compartilhar um pouco dessa cultura tão rica, que envolve respeito e exemplos.
ResponderExcluirTodá Raba.
Abraço fraterno.
Lígia Amorim
Obrigada, Lígia
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