Pensando
nos presentes da vida,
claro, cheguei
à ela,
minha irmã
mais velha, minha fada madrinha.
Mariteles
era o nome dela;
para nós – Telinha.
Uma irmã
como uma mãe,
desde que
tenho consciência de mim.
Dava banho
nos irmãos mais novos,
nos levava
à missa, para passear, tomar sorvete.
Já casada,
nos levava a passeios em parques,
em fontes
de águas minerais no sul de Minas, onde morava,
nos
presenteava com doces, tortas, bolsas, roupas e
lindos
cartões com palavras de amor e saudade.
Mais que
esses cuidados e mimos,
estava
sempre presente –
estável,
alegre, dedicada à família,
com
opiniões firmes e equilibradas.
Cuidou do
marido, do papai, da mamãe
e de mim,
quando adoecemos.
Dizem que
os casais que se amam
vão-se
perto um do outro.
Perdendo o
marido, Fernando de Melo –
também de
Dores do Indaiá -,
ainda que
com muita saúde e energia,
foi-se em
seguida, rapidamente.
Acho que
Deus nos preparou para sua partida
– desde o primeiro acidente vascular.
Ainda que
muda entre um
acidente e o outro,
mas cheia de alegria,
mas cheia de alegria,
nos deu a
bênção de sua companhia por mais dois anos,
para que
nos acostumássemos devagarzinho...
Já no
hospital, pela segunda vez,
preparando-se
para ir,
não
acreditávamos que fosse partir.
Foi se
dissipando suavemente, como fazem os anjos...
Enquanto
eu chorava distâncias...
Que dizer
então, nesse dia em que o aniversário é dela,
mas o
presente foi todo nosso?
Apenas
reconhecer que a vida nos brindou com seu amor,
com o
privilégio de compartilhar nossas vidas com ela.
Viva minha
irmã em nossas memórias,
em nossos
corações
e na vida
plena de seus queridos filhos e netos.
20.5.2017
Petah Tikva, 20 de maio de 2017
Mamãe e Teminha



A Mariteles era uma pessoa especial demais. A mamãe sempre dizia que ela era uma pessoa sem defeitos e nem por isso nunca deixava de ser graciosa e brincalhona. Acho que para quem a conheceu, o pouco que fosse, teria ali o exemplo de um combinação perfeita das qualidades do pai e da mãe na filha primogênita, como uma receita pouco provável, tamanho o sucesso da combinação dos seus traços, revelando grande harmonia!! Tudo isso espontâneo e sem qualquer falta de originalidade ou assentimento com suas origens. Era impressionante como ela gostava do papai e tinha toda paciência com ele. Depois de criar os filhos, se preocupava com os familiares que são tantos. Todo semana ia ver a tia Irmã no convento ou passear um pouco com ela. O Emídio também parece com ela. Todos os seus irmãos tem o coração muito aberto à todos. Mas a Mariteles foi a primogênita!! Está muito viva na memória de todos que a conheceram...
ResponderExcluirMuito grata pelas palavras exatas, pelo reconhecimento e carinho, José! Sim, foi uma bênção podermos ter convivido com ela.
ResponderExcluirsaudade pra sempre,um anjinho❣️
ResponderExcluirSempre nosso exemplo de amor e compaixão. Sinto muitas saudades.
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